Segunda, 15 de julho de 2024.
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Dissertação
Título Herança da resistência da cultivar Michelite (Phaseolus vulgaris L.) à raça 64 de Colletotrichum lindemuthianum (Sacc. et Magn.) Scrib
Autor Silva, Claudete Rosa da
Unidade Pós-Graduação em Genética e Melhoramento
Área de Concentração Genética e Melhoramento
Orientador Profª Drª Maria Celeste Gonçalves Vidigal
Co-Orientador(es) Prof. Dr. Carlos Alberto Scapim
Prof. Dr. Pedro Soares Vidigal Filho
Banca Examinadora Profª Drª Maria Celeste Gonçalves Vidigal
Prof. Dr. Pedro Soares Vidigal Filho
Profª Drª Juliana Parisotto Poletine
Data de Defesa 20/12/2004
Resumo A antracnose causada pelo Colletotrichum lindemuthianum é uma das mais importantes doenças fúngicas do feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.), afetando as cultivares suscetíveis. O método de controle mais eficiente e econômico dessa doença é a utilização de cultivares resistentes ao patógeno, as quais têm tornado meta primordial nos programas de melhoramento genético do feijoeiro. Este trabalho teve como objetivo caracterizar a resistência genética da cultivar Michelite, à raça 64 de Colletotrichum lindemuthianum. A herança da resistência foi estudada em progênies F2 do cruzamento entre Michelite e México 222, suscetível à referida raça. Testes de alelismo foram realizados em 12 populações F2 provenientes dos cruzamentos entre Michelite e as cultivares resistentes Michigan Dark Red Kidney, Perry Marrow, Widusa, Kaboon, Cornell 49-242, TO, TU, AB 136, PI 207262, BAT 93, AND 277 e Ouro Negro. As gerações F1 e F2 foram obtidas em condições de casa de vegetação e as inoculações foram realizadas nos genitores e nas populações F1, F2 dos cruzamentos quando as plantas apresentavam as primeiras folhas trifolioladas bem desenvolvidas. A inoculação foi realizada com uma suspensão de esporos ajustada à concentração de 1,2 x 106 esporos/ml-1 em água destilada e esterilizada. Após esse procedimento, as plantas foram mantidas em câmara de nevoeiro por 96 horas, a uma temperatura de 20 ± 2ºC com luminosidade controlada (12 horas de iluminação de 680 Lux/12 horas de escuro) e aproximadamente 100% de umidade relativa. Dez dias após a inoculação, foram realizadas as avaliações visuais dos sintomas, utilizando-se uma escala de notas de 1 a 5. As plantas com notas 1 e 2 foram consideradas resistentes, e as que apresentavam notas de 3 a 5 foram consideradas suscetíveis. Os resultados de segregação na geração F2 do cruzamento entre Michelite e México 222 ajustaram-se à razão de 3R:1S. Essa razão é explicada pela ação de um gene dominante presente em Michelite. Os testes de alelismo demonstraram que o gene presente em Michelite é independente dos genes previamente caracterizados, quais sejam: Co-1, Co-12, Co-13, Co-14, Co-15, Co-2, Co-4, Co-5, Co-6, Co-9 e Co-10. O gene presente em Michelite apresentou segregação independente dos demais genes previamente caracterizados, assim sendo, os autores propõem o símbolo Co-11 para nomear o referido gene presente em Michelite. As informações sobre a herança da cultivar Michelite serão de relevante importância às pesquisas que envolvem as cultivares de feijoeiro comum diferenciadoras de C. lindemuthianum.
Palavras-chave Colletotrichum lindemuthianum, Feijão, Phaseolus vulgaris
Title
Abstract Anthracnose caused by Colletotrichum lindemuthianum is one of the most important fungal disease in common bean (Phaseolus vulgaris L.), affecting susceptible cultivars. The control method most efficient and economic of this disease is to utilize cultivars resistant to the pathogen, in which became prior goal in the breeding programme of common bean. This work had as objective to characterize the genetic resistance of Michelite cultivar in relation to the race 64 of Colletotrichum lindemuthianum. The inheritance of resistance was study, crossing Michelite with Mexico 222, which is susceptible to it. Allelism tests were conducted in 12 F2 populations from crosses between Michelite and cultivars Dark Red Kidney, Perry Marrow, Widusa, Kaboon, Cornell 49-242, TO, TU, AB 136, PI 207262, BAT 93, AND 277 and Ouro Negro. The F1 and F2 generations were obtained under greenhouse conditions, and the inoculations were made in parents, F1, F2 population in all crosses, when the plants presented the first trifoliate leaves well developed. The inoculation used a spore suspension with adjusted concentration of 1.2 x 106 spores/ml-1 in distilled and sterilized water. After the inoculation, the plants were kept in a chamber for 96 hours at 20 ± 2ºC temperature and controlled luminosity (12 h of illumination of 680 lux / 12 h of dark) and an approximately 100% relative humidity. Visual assessment for symptoms was carried out ten days later after inoculation using a scoring scale from 1 to 5. The plants with score of 1 and 2 were considered resistant, whereas the others were susceptible (scores 3 to 5). The data of segregation in F2 generation from cross Michelite x Mexico 222, fitted in 3R;1S ratio. This ratio is explained through the action of a dominant gene present in Michelite. The allelism tests demonstrated that the gene presented in Michelite is independent of the prior characterized genes, which are: Co-1, Co-12, Co-13, Co-14, Co-15, Co-2, Co-4, Co-5, Co-6, Co-9 and Co-10. Therefore the authors propose that the anthracnose resistance gene in Michelite should be designated as Co-11, and this characterization will contribute providing information to breeders that carry out researches involving common bean differential cultivars to C. lindemuthianum.
Key-words Colletotrichum lindemuthianum, Common bean, Phaseolus vulgaris
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